Vencedor de 2012

“O papel do farmacêutico no Sistema Nacional de Farmacovigilância”

O trabalho vencedor da edição de 2012 do Prémio de Investigação Científica Professora Doutora Maria Odette Santos-Ferreira, da autoria da farmacêutica e investigadora Teresa Herdeiro, debruça-se sobre “O papel do farmacêutico no Sistema Nacional de Farmacovigilância”. Desenvolvida ao longo de 10 anos na Unidade de Farmacovigilância do Norte (UFN), sediada na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, esta investigação teve como objetivo melhorar a participação dos farmacêuticos no Sistema Nacional de Farmacovigilância e na segurança dos medicamentos, contribuindo desta forma para a proteção da saúde pública.

 

Teresa Herdeiro recorda que “no início deste trabalho, os farmacêuticos apresentavam uma baixa taxa de notificação de Reações Adversas a Medicamentos (RAM)”. No entanto, após as várias intervenções que foram sendo efetuadas no âmbito deste estudo, “são atualmente a classe profissional que mais notifica”. A população deste estudo foi constituída por farmacêuticos a exercer a sua atividade profissional nas farmácias comunitárias e hospitalares da região abrangida pela Administração Regional de Saúde do Norte.

Numa fase inicial procedeu­-se à construção e validação de um questionário sobre a influência das atitudes e conhecimentos dos farmacêuticos sobre a Notificação Espontânea (NE) de RAM. Posteriormente, durante os anos de 2004 e 2005, procedeu­-se a uma intervenção educativa, combinando uma abordagem ativa (sessão em grupo, com apresentação em diapositivos) e uma abordagem passiva (distribuição de material impresso, artigos científicos, folheto com a mensagem principal da apresentação em diapositivos, ficha de notificação e certificado de participação). Entre 2007 e 2008, foi desenhada uma segunda intervenção educativa de reforço, através de entrevistas telefónicas e de workshops, sobre a mesma população de farmacêuticos.

Entre as principais conclusões deste trabalho está o facto de os farmacêuticos hospitalares notificarem RAM 20 vezes mais que os farmacêuticos comunitários, sendo que falta de tempo ou o método de notificação são os principais motivos para a subnotificação. Relevantes são também os dados que refletem que a intervenção educativa contribuiu decisivamente para um aumento do número de notificações de RAM. Na opinião de Teresa Herdeiro, a grande mais­-valia deste trabalho foi ter criado uma “cultura de notificação”, que, no entanto, “é fundamental continuar a construir”.

Equipa que desenvolveu o trabalho:
Teresa Herdeiro e Inês Ribeiro Vaz
Instituição onde foi desenvolvido o trabalho:
>Unidade de Farmacovigilância do Norte (UFN), Faculdade de Medicina da Universidade do Porto
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