Vencedor de 2011

“Prevalência e determinantes da infecção por Helicobacter pylori no início da vida: resultados de uma coorte de nascimento portuguesa”

Dentro de num leque de mais de uma dezena de candidaturas recebidas, foi premiado em 2010 o trabalho intitulado “Prevalência e determinantes da infecção por Helicobacter pylori no início da vida: resultados de uma coorte de nascimento portuguesa”, da autoria do farmacêutico investigador da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, Nuno Lunet. Segundo explicou o investigador, o objetivo foi quantificar a prevalência de infeção por Helicobacter pylori em crianças portuguesas com idade entre 4 e 5 anos, e identificar os fatores que contribuem para a ocorrência da infecção no início da vida. “Cerca de 26 por cento das 1100 crianças entre os 4 e os 5 anos envolvidas no estudo estavam infetadas pela bactéria”, revelou Nuno Lunet, acrescentando que “a prevalência é maior em crianças que desde muito cedo frequentam infantários”.

Os resultados obtidos sugerem que o cancro do estômago, relacionado com a infeção por Helicobacter pylori, permanecerá uma das doenças oncológicas mais frequentes e um problema de saúde pública importante nesta geração”. “A infeção por Helicobacter pylori associou-se negativamente com a prática de aleitamento materno e com indicadores que traduzem um nível socioeconómico mais elevado. Por outro lado, a prevalência de infeção aumentou com a duração da frequência de instituições de cuidados infantis. Estes resultados identificam a promoção do aleitamento materno e a organização dos infantários e creches como alvos potenciais para a prevenção da infeção nos primeiros anos de vida”, acrescenta.

As avaliações deste estudo, atual e futuras, poderão ser encaradas como linhas de monitorização do estado de saúde e dos seus determinantes nas crianças portuguesas e desta forma ter um importante papel no planeamento de estratégias de intervenção sanitária, funcionando mesmo como observatório de saúde.

Equipa que desenvolveu o trabalho:
Nuno Lunet e Bárbara Peleteiro
Instituição onde foi desenvolvido o trabalho:
> Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP)
> Departamento de Epidemiologia Clínica, Medicina Preventiva e Saúde Pública da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto
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